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ESTUDO DA PREVALENCIA DE DOENÇA RENAL CRONICA (DRC) NUMA POPULAÇÃO BRASILEIRA

22/03/2012

A doença renal crônica é uma condição clinica grave associada a morte prematura, diminuição da qualidade de vida e maior gasto com a saúde. A DRC não tratada pode resultar em insuficiência dos rins e necessidade de diálise ou transplante renal. Fatores de risco para a DRC incluem: doença cardiovascular, diabete,hipertensão e obesidade.[1-3]

O Centro de Controle de Enfermidades nos Estados Unidos (CDC) recentemente analisou os dados do inquérito NHANES III o qual achou que 16.8% da população maior de 20 anos tinha DRC referente a dados de 1999-2004, sendo que no período anterior de 1988-1994 esta prevalência era de 14.5%.[4] Nos últimos anos vários paises tem detectado uma prevalência da doença renal crônica da ordem de 10-15% da população adulta.

Pacientes com diabete ou doença cardiovascular tinham maior prevalência de DRC do que pessoas sem estas condições. Os resultados ressaltam a necessidade de monitoramento para DRC e seus fatores de risco e a implementação de novas estratégias para redução desta condição.

No Brasil, há poucas informações populacioniais disponíveis, sendo uma delas o recente estudo de Passos et al,( n= 1.742 individuos) realizado em Bambuí, Minas Gerais Esses autores referem, com base na creatinina sérica, prevalência inexpressiva da "disfunção renal" na população com idade inferior a 59 anos é de 5,09% para os idosos do sexo masculino.[5]

Em outro estudo mais recente sobre hipercreatinemia em uma população de 1.439 adultos na cidade de Salvador (Bahia), encontrou-se uma prevalência de creatinina serica elevada da ordem de 3.1%. sendo 5.2% em homens e 1.6% em mulheres.No entanto, acima de 60 anos a prevalência aumentou para 12.9% em homens e 7.9% em mulheres.[6]

O estudo desenvolvido pela Fundação Pro Renal na população de Campo Largo, município visinho de Curitiba, visa justamente verificar a prevalência de DRC numa população adulta, selecionada aleatóriamente. O estudo deve ser concluído em 2009 e alem de dados epidemiológicos, coleta amostras de sangue e urina.

Referencias
1. Schoolwerth AC, Engelgau MM, Hostetter TH, et al. Chronic kidney disease: a public health problem that needs a public health action plan. Prev Chronic Dis. 2006;3:A57
2. Levey AS, Coresh J, Balk E, et al. National Kidney Foundation practice guidelines for chronic kidney disease: evaluation, classification, and stratification. Ann Intern Med. 2003;139:137-147
3. Gelber RP, Kurth T, Kausz AT, et al. Association between body mass index and CKD in apparently healthy men. Am J Kidney Dis. 2005;46:871-880
4. Coresh J, Astor BC, Greene T, Eknoyan G, Levey AS. Prevalence of chronic kidney disease and decreased kidney function in the adult US population: Third National Health and Nutrition Examination Survey. Am J Kidney Dis. 2003;41:1-12.
5. Passos VM, Barreto SM, Lima-Costa MF.Detection of renal dysfunction based on serum creatinine levels in a Brazilian community: the Bambuí Health and Ageing Study. Braz J Med Biol Res 2003; 36: 393-401.
6. Lessa I.Niveis sericos de creatinina:hipercreatininemia em uma população adulta de Salvador,Bahia.Rev.Brasil de Epidemiol 7(2), Junho 2004

Fonte: INSTITUTO SCRIBNER

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